Jurado do Guarnicê elenca critérios para a escolha de um bom filme

“Um dos critérios que eu utilizo é que a história seja bem contada”. Essa é a avaliação do roteirista Di Moretti, um dos jurados que está participando da escolha das melhores produções do 40º Festival Guarnicê de Cinema, que está acontecendo em São Luís até este sábado, dia 10 de junho.

Os filmes exibidos na edição deste ano do Guarnicê de Cinema serão avaliados por uma equipe de jurados e, entre eles, está o consagrado roteirista paulista Di Moretti.

“Por mais que seja uma produção diferente, ela tem que ter qualidade. O critério que utilizo é ter uma história bem contada e que me envolva”, disse. Ele afirmou também que, nos últimos anos, as produções locais e nacionais elevaram-se a um nível muito bom em termos de qualidade.

Di Moretti afirmou também que aprecia as produções que trabalham o regionalismo de um determinado local. “Gosto de filmes com personalidade. Que reverbere. Que tenha um começo, meio e fim”, analisou o roteirista.

Moretti formou-se em Rádio & TV pela FAAP e em jornalismo pela PUC. Seu primeiro longa foi o documentário “O velho, a história de Luiz Carlos Prestes” (1997), dirigido por Toni Venturi, com quem voltaria a trabalhar em “Latitude zero” (2001) – melhor roteiro nos festivais de Brasília e Ceará; e “Cabra cega” (2004) – novamente melhor roteiro em Brasília.

Outras produções que fazem parte do seu catálogo estão: “Filhas do vento” (2004), de Joel Zito Araújo; “As vidas de Maria” (2005), de Renato Barbieri; e “Simples Mortais” (2005), de Mauro Giuntini; e “Nossa vida não cabe num Opala” (2008), de Reinaldo Pinheiro.

Público – A noite de terça-feira foi mais uma em que o público lotou o Teatro Alcione Nazareth, no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, para acompanhar as produções cinematográficas. Ao final de cada exibição, o público agradecia com uma calorosa salva de palma, sinal de que estavam satisfeitos com o que estavam apreciando.

Na terceira rodada da Mostra Nacional Competitiva, o primeiro a iniciar os trabalhos foi o documentário “Retalho”, de Hannah Serrat (Minas Gerais). Logo em seguida, foram exibidos os trabalhos de ficção “Boa Noite, Charles”, dos Irmãos Carvalho (Rio de Janeiro); e “O olho do cão”, de Samuel Lobo (Rio de Janeiro).

Após a exibição dos curtas houve um intervalo de alguns minutos e, em seguida, o público presente no Teatro Alcione Nazareth conferiu o filme “O Tempo Feliz que Passou” (Paraíba). O diretor do longa, André da Costa Pinto, esteve no palco do teatro, juntamente com alguns integrantes da equipe que participou das filmagens, e explicou como foi o processo de produção do trabalho.

Adolescentes marcam presença na Mostra Cinema Não Tem Idade

Aconteceu nesta quarta-feira,7, às 9h, no Cine Praia Grande, o segundo programa da Mostra Cinema Não Tem Idade realizada em parceria com instituições da terceira idade. A sessão, no entanto, chamou atenção pela presença de um grande número de adolescentes na plateia, jus ao nome.

No programa de desta quarta, 6, foram exibidas três produções: “A Câmera de João”, de Tothi Cardoso, “O Mel dos Teus Lábios”, de Rodrigo Peres e “O Chá do General”, de Bob Yang. O público majoritário era formado por estudantes com idade entre 10 e 13 anos da Escola Mato Grosso, do bairro Forquilha. Uma delas, Emmy Oliveira, de 12 anos, reconhece a importância das mensagens que um filme é capaz de transmitir. Para ela, “O Chá do General” mostra que, apesar das diferenças de nacionalidades, somos todos iguais, humanos”. Por isso, dos que assistiu, foi o que a estudante mais gostou.

Depois da sessão, a turma fez um tour pelo Centro Odylo Costa Filho, onde ocorre o Festival. Visitaram a exposição que reúne artefatos da história do cinema e fotos que guardam lembranças de outros festivais. Supervisionados pelo monitor, carregaram câmeras e analisaram filmes antigos, tudo regado a muita curiosidade e fascínio. Professora da escola, Lêda Costa diz ser importante o momento de atividades extracurriculares como esse. “Muitos deles não têm experiências em teatros ou cinemas por falta de oportunidade. É bom encontrar um evento que possibilite isso”, afirma ela.

O primeiro programa da Mostra Cinema Não Tem Idade aconteceu segunda, 6, também no Cine Praia Grande, às 9h. Foram exibidos os curtas “Levino”, de David Alves Mattos e Gui Campos, “Do Que Se Faz de Conta”, de Amanda Pontes e Michelline Helena, “O Jogo da Velha”, de Lucas Vasconcelos e “Rosinha”, de Gui Campos.