350 estudantes das redes pública e privada participam do último dia da Mostra Jovem

Por Lucas Ribeiro
Fotografia Leonardo Mendonça

A fim de contribuir com aprendizagens significativas no âmbito do cinema para os estudantes, a Mostra Jovem foi promovida, nos dias 12, 13 e 14, no Teatro Arthur Azevedo, como parte da programação do 41° Guarnicê Festival de Cinema. As sessões voltadas para os adolescentes contaram com a exibição de cinco curtas-metragens durante os três dias.

Segundo a coordenadora da mostra, Teresinha Smith, ações como essa, realizadas pelo festival, permite que o aluno possa sair um pouco do espaço formal da escola e traz para o jovem uma oportunidade de desenvolver o senso crítico por meio da arte. A professora de artes visuais do IEMA – UP Bacanga, Date Bezerra, enfatizou que a participação dos alunos no Guarnicê engrandece o acervo de conhecimentos culturais e artísticos desses jovens. “A importância maior desse intercâmbio com a arte é que isso alarga o cabedal de conhecimentos culturais e artísticos. É muito importante que eles não só ouçam falar de arte, mas que eles vivenciem de fato, como, por exemplo, por meio do Festival Guarnicê.”, enfatizou ela.

Na edição deste ano, a Mostra Jovem foi exibida para mais de 670 alunos de diversas escolas da capital. Os estudantes assistiram aos curtas Vento Menino, O Mistério das Tulhas, Acalanto, Assalto e Eita Boi. A mostra é uma parceria entre as secretarias de educação municipal e estadual e contempla as redes públicas e privadas de ensino. Teresinha afirma que, embora haja a participação de diversas instituições, há uma preocupação com os estudantes das escolas estudais e municipais. “O festival é para ser acessível a todos. Muitos desses alunos da escola pública não têm acesso aos espaços culturais. A meta não é priorizar, mas atender aquelas pessoas que não têm condição de ir ao cinema.”, ressaltou.

Os alunos também destacaram a importância de ter um evento como o Guarnicê no Maranhão. Thalyson Victor Rodrigues, estudante do 1º ano do ensino médo no IEMA, contou que além do festival mostrar o protagonismo dos agentes locais, ele permite que os estudantes e o público em geral possam conhecer outras culturas. Já Ana Beatriz, do 2º ano do ensino médio do colégio Prassi, afirma que o festival contribui para se conhecer mais sobre o cinema. “O festival dá ensinamentos melhores sobre essa arte e também dá uma base de como realmente é fazer cinema.”, destacou.